sábado, 18 de setembro de 2010

SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO



A Semana Nacional de Trânsito (de 18 a 25 de setembro) 2010, com o tema "Cinto de segurança e cadeirinha", será aberta às 9 horas deste sábado (18), na Escola de Educação de Trânsito, na sede do Detran, bairro Maraponga(Informações: 0800.275.6768), com a participação de dirigentes e representantes do Detran, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), da AMC e de 47 Departamentos Municipais de Trânsito (DEMUTRANS) existentes no Ceará.

A solenidade contará com a participação de 100 crianças de escolas públicas e privadas, que assistirão a demonstração dos dispositivos de retenção de crianças no banco traseiro dos veículos (bebê conforto, cadeirinha, assento de elevação e cinto), e vão se divertir nos brinquedos educativos da escola. Os convidados serão recepcionados pelo boneco Zétran.


O Detran já vem realizando atividades alusivas à Semana Nacional de Trânsito, criada pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), desde o início deste mês, com blitze educativas em escolas públicas e particulares, nos turnos da manhã e tarde. Na próxima semana, essas operações contarão também com agentes da PRE. O coral Sinal Verde, integrado por servidores, fará apresentações nos postos da capital, durante a próxima semana.


De sexta a domingo, até o próximo dia 30, das 17 às 21 horas, a Unidade Móvel de Educação de Trânsito ficará estacionada na Avenida Beira-Mar, próximo ao embarque dos trenzinhos, onde as crianças terão acesso ao brinquedo e a vídeos educativos e apresentações sobre trânsito. Essas atividades também contarão com a participação de agentes da PRE. Aos domingos, no Parque do Cocó, a unidade móvel poderá ser visitada das 8 às 12 horas.







Aproveitando que estamos "comemorando" o dia mundial do Trânsito,venho falar aos senhores que Fortaleza realmente deverá comemorar em alguns anos esse dia Nacional,como marco de sua transformação viária e operacional.Pois o que estamos sentindo hoje é um verdadeiro caos,está uma loucura.Pois vejamos;Todos os dias faço determinada rota definida,devido a várias obras que nossa capital vem sofrendo,acreditamos que seja para melhor,sempre temos que nos preocupar em comunicar aos pais que estamos chegando em sua residência ou saindo da escola. Pois ,Não somos informados antecipadamente da interdição de determinadas ruas ou avenidas.Somos surpreendidos por caminhões,máquinas pesadas e cones. Fortaleza está um verdadeiro labirinto! Você passa por uma rua e na volta ela está interditada . Em alguns lugares não tem nenhuma placa de sinalização (ou Planfletos informativos) e você tem que dar voltas e voltas para descobrir como voltar para a direção que planejou a seguir.
O Escolar definitivamente presta um papel importantíssimo em nossa sociedade,essa nossa prestação de serviço é determinante para a diminuição de carros em nossas vias publicas no período letivo,é só imaginar o número de carros circulando nas portas das escolas, faculdades e cursinhos se não existisse o Transporte Escolar.No mínimo triplicaria esse número que já existe e que já é um absurdo.



Não tem como manter o bom humor em horas como essa (Somente transportando crianças é o nosso dever demonstrar calma e paciência com a real situação). Todo mundo estressado, com pressa... Imagine na hora do almoço, é uma verdadeira guerra! E ai acontecem acidentes, e o que mais?


ENGARRAFAMENTOS!


Nossa amiga Iorrana conta uma situação vivida por ela:
Moro acerca de 7 km do curso que freqüento e levo quase 45 minutos para chegar lá. É algo impensável. Muitos carros, vias desorganizadas, o transporte público também não ajuda em nada...Pela Avenida Bezerra de Menezes ônibus e Topics parecem que realizam pegas.Até chegam a "Queimar" parada devido ao horário.
Dia de chuva então, é um inferno! Todo mundo resolve sair de carro. Ruas alagadas, bueiro abertos, correnteza, acidentes. Precisamos por em prática logo um projeto que traga uma sugestão para combater os problemas de engarrafamento e deficiência do transporte público.
Enquanto isso, o jeito é encontrar uma forma de aproveitar o tempo preso no trânsito. Estou resolvendo questões , ouvindo aulas, aprendendo inglês, está sendo bem produtivo... (definitivamente não).


O pior de tudo é escutar o cara da engenharia de trânsito na tevê dizendo que se trata de uma ciência e deve ser tratada como tal. Sei, eles mudam os sentidos das ruas aqui como se muda os horários da programação do SBT.

Deve ser mais ou menos assim: o cara acorda de manhã, pega um mapa de Fortaleza e atira vários dardos, nas ruas/avenidas em que cairem os dardos ímpares, muda-se o sentindo, se cair par, fecha a rua. E a gente que se vire para achar o caminho de casa.

Como melhorar o trânsito de Fortaleza?
Para melhorar o trânsito em Fortaleza basta que o condutor aprenda a dirigir, pois ele é o causador maior desse transtorno nas ruas da capital, o qual me irrita profundamente . Irritação não pela quantidade de veículo que transita pelas ruas da cidade, mas pela imperícia, inabilidade, insensatez,imprudência, em suma, pela falta de educação de muitos motoristas que desrespeitam os direitos daquele cidadão que procura trafegar obedecendo à sinalização, cujas regras são emanadas do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) - Lei 9.503, que aliás todo motorista deveria conhecê-la e estudá-la. É fácil observar a morosidade de muitos guiadores para dar largada após a passagem do sinal vermelho para o verde; para fazer uma manobra à direita ou à esquerda é uma eternidade, sem contar com as paradas em locais proibidos em via de trânsito livre, por exemplo. Ah! São muitas as aberrações que se aprontam no trânsito de Fortaleza, contribuindo sobremaneira para o caos estabelecido.
Apesar do trânsito estar impiedoso, o lado positivo é que a fatalidade dos acidentes diminuiu em 3,84% em comparação ao ano passado. Mesmo assim, 55 Josés, Franciscos e Marias tiveram o curso de suas vidas interrompido por uma colisão, atropelamento, choque etc. O número de vítimas, alvo de ferimentos, também aumentou nos três primeiros meses do ano. Um total de 2.676 pessoas saíram com algum tipo de lesão por acidentes de trânsito, um número 6,5% maior que no mesmo período de 2007.

Para o poder público, a causa de mais pessoas estarem morrendo em acidentes de trânsito é o aumento da frota. Em Fortaleza, o número de veículos nas ruas e avenidas cresceu 8,49% somente nos três primeiros meses do ano. No ano 2000, a Capital contava com 353.620 veículos. Em menos de dez anos, dados atualizados do Detran mostram que, até o mês de abril, 553.142 carros, caminhões, motocicletas e outros veículos circulavam somente em Fortaleza.



Você sabia!!! Como surgiu o Dia do Professor?


Dia 15 de Outubro Dia do Professor
Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.


Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar–se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou–se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
MENSAGEM AO DIA DO PROFESSOR


Obrigado professor!
Por ter em mente que um dia serei gente.
Obrigado professorpelas broncas que me deu pois sem elas não poderia chegar até aqui.
Obrigado professor por até hoje me aturar apesar das minhas travessuras jamais deixou de me ensinar.
Obrigado professor por entrar em meu caminhosempre me tratou com amor e muito carinho.
Obrigado professor por sempre me ensinar por isso e outras coisas sempre irei te amar.
Obrigado professor por me oferecer alegria, agora curta seu merecido dia.

Jhonatas Santos

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

TIA ANDRÉA E SUA TURMINHA PRESENTE NA FEIRA DO LIVRO INFANTIL DE FORTALEZA


Contação de histórias, oficina de fanzine, desenhos, criação literária, produção textual, sarau poético, shows e livros por toda parte.A Feira do Livro Infantil de Fortaleza é um evento de cunho cultural com o objetivo de promover a literatura infanto-juvenil, com a participação de editoras de todo país ou seus representantes.


A Feira do Livro Infantil de Fortaleza será realizada na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, no período de 15 a 18 de Setembro de 2010. O local dispõe de rampas de acesso para deficientes físicos, lanchonetes, espaço para banheiros públicos, espaço para apresentações, auditório e galeria ao lado da parte principal da praça onde poderão ocorrer palestras e eventos literários.Haverá sessões de autógrafos, palestras e debates com autores e ilustradores, saraus literários e contação de histórias para crianças e toda a família.


Durante a feira serão oferecidos livros com descontos generosos (de até 30%), inclusive para os lançamentos.


Deficientes visuais contarão com uma programação especial de leituras em voz alta, tenda de áudio book, livros e a programação do evento impressa em braile, facilitando assim a sua participação no evento.

A periferia de Fortaleza também contará com atrações da feira, como encontros com os autores, saraus, peças teatrais e expositores em ginásios dos principais bairros da cidade, beneficiando um maior número de pessoas com as atividades culturais.





Cada editora ou seu representante apresentará uma lista de pelo menos 25 (vinte e cinco) livros com descontos especiais. Para participar da Feira, os mesmos serão apresentados antecipadamente às escolas particulares de Fortaleza e Região Metropolitana.


Horário de funcionamento: a partir das 8h30min. As atividades se encerram às 21h
O Balcão de Informações da Feira do Livro Infantil de Fortaleza fica ao lado do palco principal.

• Localização

Praça do Ferreira - Centro - Fortaleza - Ceará.

O evento vai até sábado (18), com a participação de escritores, que ajudam no incentivo à leitura das crianças. Dentre eles estão Ana Miranda, Ricardo Azevedo, Fabiana Guimarães e Mara Monteiro.

• Curador e coordenador geral da Feira:

Almir Mota

Autor de 16 (dezesseis) livros de literatura infantil, incluindo temas ligados ao folclore e às paisagens históricas do Ceará. Entre estes estão: O Bode Ioiô e a Galinha Choca de Quixadá. Atualmente está lançando a Coleção Prosas do Brasil pela Casa da Prosa.

Recém-ganhador do II Concurso Literatura Para Todos do MEC (2008) com o texto: A fera do canavial, para jovens e neoleitores.

Convidado de eventos nacionais e internacionais de contadores de histórias, como a Feira de Livros do México, e o XXI Encuentro de Contadores de historias y leyendas em Buga, na Colômbia.

Foi coordenador da programação infantil do pavilhão F da 5ª e 6ª. Bienais Internacionais do Livro do Ceará em Fortaleza – 2004 e 2006.

Atua como contador de histórias em Centros culturais pelo Nordeste, também no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Editor da Casa da Prosa e Diretor do Conta Brasil.

Miembro de la Red Internacional de Cuentacuentos.

• Coordenação executiva

Jamila Karini

• Coordenação de atendimento a escolas e formação:

Júlia Barros

• Coordenador e produtor de atividades artísticas:

Raimundo Moreira

domingo, 29 de agosto de 2010

DICAS PARA NOSSOS PEQUENOS PEDESTRES


Querer independência faz parte do desenvolvimento das crianças, e os adultos, muitas vezes, querem apoiar essa crescente auto-estima. No entanto, na hora de atravessar a rua, deve-se pensar duas vezes antes de deixar as crianças irem sozinhas. O risco de as crianças se acidentarem pode ser reduzido com o exemplo dos adultos e com o ensino de um comportamento seguro para pedestres.


Uma criança de sete anos de idade corre para a rua para pegar a bola que escapou. No entardecer, um motorista não consegue ver seu vizinho pré-adolescente jogando bola perto ao portão, na rua. Uma criança em torno de dois anos escapa do controle do seu pai e corre para trás de um carro. Estes são alguns dos cenários mais comuns que podem levar a um atropelamento. Quão comuns? Estima-se que dezenas de milhares de crianças são feridas em incidentes pedestres envolvendo veículos automotores a cada ano.




O pior: atropelamentos de crianças são freqüentemente graves ou fatais. Entre 25 e 50% deles requerem admissão hospitalar, e em 2001 mais de 1201 crianças abaixo de 14 anos morreram atropeladas.




Estudos revelam que a maioria destas crianças foi atropelada próxima de casa, geralmente no caminho para a escola. Este número gira em torno de 70% e quase sempre em vias municipais. Estudos comprovam também que os atropelamentos acontecem 2,5 vezes mais em vias de mão única.




O grupo de risco está entre os meninos. São dois meninos para cada menina atropelada. A idade dessas crianças varia entre 5 a 10 anos. Idade escolar.




Os pais e professores são os principais modelos de comportamento para as crianças, por isso é importante educá-los. Além da conversa, para que as crianças assimilem e adotem um comportamento seguro, é essencial que todos dêem o exemplo. Caminhar com a criança, mostrando como se comportar de forma correta e a escolha de caminhos seguros, com poucas ruas para atravessar, é uma ótima maneira de mostrar como se portar.




Riscos inerentes, como o tamanho da criança e habilidade de discernimento, e riscos do meio ambiente, como motoristas velozes, são abundantes. Por isso medidas preventivas são tão importantes.




Como prevenir que os pequenos pedestres sofram um acidente



O mais importante que você pode fazer para ensinar um comportamento de pedestre seguro dar o exemplo, ou seja praticá-lo você mesmo: atravesse as ruas olhando para ambos os lados, respeite os sinais de trânsito e faixas para pedestres sempre que possível e faça contato com os olhos dos motoristas antes de atravessar na frente deles.

Não permita que uma criança menor de 10 anos atravesse a rua sozinha. A supervisão de um adulto é vital até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito.

Entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos não são locais seguros para as crianças brincarem.

Tenha certeza de que as crianças sempre usam o mesmo trajeto para destinos comuns (como escola). Caminhe com seu filho para identificar o caminho mais seguro. Escolha o trajeto mais reto, com poucas ruas para atravessar.

Uma lanterna ou materiais reflexivos nas roupas da criança podem evitar atropelamentos.



Ensine a criança




Olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua. Atravessar quando a rua estiver livre e continuar olhando para os lados enquanto atravessa.

Utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível. Mesmo na faixa, a criança deve olhar várias vezes para os dois lados e atravessar em linha reta.

Entender e obedecer aos sinais de trânsito.

Não atravessar a rua por entre carros, ônibus, árvores e postes.

Nunca correr para a rua sem antes parar e olhar - seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão. Correr precipitadamente para a rua é a causa da maioria dos atropelamentos fatais com crianças.

Em estradas ou vias sem calçadas, caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário aos veículos) para as crianças verem e serem vistas.

Observar os carros que estão virando ou dando ré.

Sempre que estiver com mais crianças, é preciso caminhar em fila única.

Ao desembarcar do ônibus, esperar que o veículo pare totalmente e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.

(Fonte: ONG Criança Segura)

Cuidado, bebê a bordo!



somente por ser lei, mas transportar a criança com segurança e em cadeirinhas é algo lógico para qualquer pai/mãe que se preocupa com a saúde de filho.

No entanto, vale lembrar que somente colocar a criança em seu assento não é suficiente para uma viagem segura, confira aqui algumas dicas para facilitar o transporte e tornar o passeio mais agradável.

Saiba o que a legislação atual de trânsito informa sobre quais os tipos de cadeirinhas de automóvel corretas para cada faixa de idade, a Nova regra de trânsito 2010 imposta pelo cetran (Conselho Nacional de Trânsito) obriga cadeirinha apropriada para crianças de até 7 e meio em todos os carros. A Regra entra em vigor no dia 1 de setembro de 2010 e proíbe criança solta no carro, determinando que sejam transportadas em cadeirinhas especiais no banco de trás do veículo.

Os motoristas que desrespeitarem a nova regra estarão comentendo uma infração gravíssima e vai pagar um valor de R$ 191,54, terá o veículo apreendido e ainda perderá 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação CNH.

O uso desse acessório nos veículos era apenas uma recomendação e agora passou a ser uma regra e deve ser respeitada. Para divulgação da nova lei o Conatran, preparou uma campanhaque será divulgada a partir do dia 16 de maio em televisão, rádio e em mídias impressas.

Existem diversas cadeiras especiais e variam de acordo com a idade e peso da criança. Confira qual acessório é própria para determinada faixa etária e peso:

-Crianças de até um ano de idade. Até 9kg .


As cadeiras são tipo “bebê conforto”, onde o acessório fica virado de frente para o banco do carro e de costas para o motorista, ficando presas a um cinto de segurança;
-Crianças de até 1 ano até 4 anos. De 9 kg até 18kg.Também são presas ao cinto de segurança e ao contrário da bebê conforto, elas são de frente ao motorista.

-Crianças de 4 anos até 7 anos e meio. De 18 kg a 36 kg.

São Conhecidas como “assentos de elevação”, usam o cinto de segurança do veículo.

-Crianças com idade a partir de 7 anos e meio.

Não necessitam de cadeirinhas e devem usar o cinto de segurança do carro.

Os preços das cadeirinhas variam em um valor de R$150 a R$1.000 e o Inmetro possui uma lista completa com cadeirinhas aprovadas e a recomendação de qual modelo a ser utilizado em uma determinada faixa etária.

No momento a regra será valida apenas a carros de passeio. O Conatran isentou da regra meios de transportes como vans e ônibus escolar.


1-) As crianças observam o comportamento dos adultos e tendem a imitá-los, por isso nunca se esqueça de apertar os cintos de segurança, mesmo para viagens curtas.

2-) Redobre a atenção e respeite as regras de trânsito.

3-) Evite ter um comportamento agressivo no trânsito - tanto no que diz respeito a “xingamentos” como nas ultrapassagens e “coladas” nos outros carros.

4-) Se a criança conseguir, deixe que ela participe da escolha do modelo de cadeirinha que vai ser comprado, ajudando a decidir a cor ou padrão de decoração.

5-) Use do diálogo para explicar que a cadeirinhas é algo comum e necessário. Desta maneira a criança verá o seu assento como algo rotineiro e automático (assim como para nós é colocar o cinto de segurança).

6-) Evite trafegar com as janelas abertas para evitar acidentes com os braços das crianças.


7-) Utilize a trava de segurança especial, que impede a abertura das pontas por dentro.

8-) Leve brinquedos para a criança se distrair, mas atenção: não coloque objetos na tampa da mala, porque em caso de uma freada brusca os itens podem ser projetados para frente, podendo causar um acidente dentro do veículo.
Fonte: MotorDream

AOS PAPAIS MOTORISTAS:


Viajar para longe com crianças, ou andar com elas escassos km’s no seu automóvel, não é tarefa nada fácil. É necessário mantê-las distraídas e entretidas, senão o percurso será um caos.
As crianças não fazem por mal, mas nos primeiros anos transportam consigo o expoente máximo da inquietação. É complicado, quase impossível, dizer a uma criança para estar quieta e para estar calada. Quanto mais lhe disser para estarem sossegados, mais empolgação têm para destabilizar e para se mexerem. Por estes motivos, os pais têm que encontrar formas de distracção e de entretenimento para que eles vão sossegados na viatura.


O segredo de tudo é pensar de antemão numa coisa para eles fazerem quando tiver que os levar ao colégio. Assim, leve sempre consigo aquela cassete de música que eles tanto apreciam. Esta deve andar sempre no carro como uma boa forma de conseguir distraí-los, sempre que as coisas começarem a dar para o torto. Todavia, pode levar um livro recente e divertido para eles se irem distraindo no automóvel, vendo as imagens com a atenção típica das crianças. Se a criança apreciar o livro, não perturbará absolutamente nada e parecerá um anjinho.



Se não tiver nada à mão para os distrair e, caso saia de casa muito à pressa, a solução é começar a propor-lhes durante a viagem para observarem tudo o que vêm da parte de fora do carro. Pode dizer-lhes que não tem tempo para observar a rua, mas que eles podem fazê-lo por si e como tal podem-lhe ir contado o que se passa do outro lado. Acredite que isto é uma das tais coisas que os distrai bastante e que eles não lho vão negar. Ao constatar que o caminho que têm para fazer está impregando de trânsito, então a solução é levar-lhes logo de casa o seu brinquedo preferido para eles irem brincando durante as longas filas de trânsito.



Atenção que, se optar por levar livros para eles se distrairem não leve livros com muito texto, pois isso será logo meio caminho andado para começarem a ficar mal dispostos e com probabilidades de enjoar. Escolha sempre livros com abundância de imagens, e que tenham poucas linhas, cheios de cores, bonecos e vida. Pode também estabelecer conversas no carro, perguntando-lhes coisas dos seus amigos, da professora ou educadoras. O automóvel é um excelente caminho para colocar a conversa em dia, e estabelecer uma maior proximidade com eles.

Sempre que forem de carro e, mesmo que a viagem seja curta, as crianças devem sempre colocar o cinto de segurança para evitar riscos maiores. Mesmo que as crianças estejam a brincar com os seus bonecos, nunca devem tirar o cinto de segurança seja para o que for. Na parte de trás do carro, convém andar sempre com um brinquedo, no mínimo, um livro com muitas imagens, e umas bolachinhas, caso eles venham a ter fome. Uma garrafa de água para eles matarem a sede e a música preferida, são os ingredientes fundamentais para que a viagem corra na perfeição.



Agora já não tem desculpa para dizer que as viagens com os seus filhos são terríveis. Desde que tenha um pouco de imaginação e com a atitude correcta, conseguirá fazer uma viagem normal e divertida com os seus pimpolhos!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PARA GOSTAR DE LER

PARA GOSTAR DE LER

Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento intelectual e emocional da criança. Pensando nisso, a Editora Caramelo lança a série Bebê Mais.

Com orientações para pais e educadores, a coleção vem com seis títulos que os pequeninos vão adorar: Bichos, Casa, Cores, Formas, Números e Vogais. Reserve um tempo para ler com o seu bebê.

As abas estimulam a coordenação motora, além de surpreenderem a criança com as belas imagens escondidas debaixo delas.

"Vinte Mil Léguas Submarinas". A obra clássica de Júlio Verne é lançada em versão pop-up pela Publifolha.

Em adaptação inédita e tridimensional, o livro foi projetado por Sam Ita, um dos grandes nomes da engenharia de papel. O livro traz desenhos espetaculares que saltam das páginas e dão movimentos fantásticos aos personagens, proporcionando às crianças e aos jovens uma leitura interativa e divertida.


As crianças vão se surpreender ao encontrar belíssimos quadrinhos e surpresas em todo o livro.
O amor pela leitura é despertado não só nas escolas, mas também a partir do exemplo que brota nas famílias.
Pais leitores são um grande e marcante incentivo ao surgimento de novas legiões de leitores."(Na escola) apontar o dedo e dizer "leia" é uma bobagem, isso é uma vacina contra a leitura. O negócio é brincar de abrir o livro. Cada sala de aula deveria ter uma estante com uns 15 livros. A estante tem de estar ao alcance da mãozinha da criança porque se ela tiver um livro por perto, irá abrir..."

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MOCHILA ESCOLAR: Médico dá recomendações sobre o uso correto


Mochila é uma espécie de saco onde os soldados ou excursionistas levam, às costas, roupas e outros objetos, segundo o Aurélio. São também usadas para crianças transportarem cadernos, livros e outros objetos para a escola. Um sacrifício que é imposto aos meninos em nome da educação.

Não existe uma regra cientificamente estabelecida para definir quanto uma criança pode levar de peso. As tabelas de carga repetida que já existem são para adultos e estão escritas nas regras de ergonomia para segurança do trabalho. A notícia é do G1:
e O brasileirinho.
Os médicos pediatras e ortopedistas se deparam com pais aflitos que levam seus filhos que se queixam de dores nas costas e na região do ombro.

Uma regra geral consagrada é a de que o peso das mochilas não deve exceder 10% do peso corporal da criança.

As crianças e jovens são organismos em formação e por isso não deveriam ser submetidas a excessos de carga repetidos. Esse excesso pode levar a problemas de saúde que vão se refletir no futuro.

Aqui vão algumas dicas que podem ajudar aos pais na hora de escolher as mochilas para seus filhos. Além do limite de peso a ser carregado as mochilas devem se adequadas. As características das mochilas ideais são:

•Alças largas para distribuir o peso nos ombros.
•Fita que liga as alças na altura do peito para evitar que a mochila fique balançando.
•A largura da mochila não pode exceder os limites dos ombros da criança.
•A mochila deve ter a parede mais rígida para dar apoio às costas.
•A altura da mochila não deve passar de 5 centímetros abaixo da linha da cintura.
•Idealmente as mochilas maiores devem ter uma faixa abdominal de apoio para distribuir o apoio do peso nos quadris.
•As mochilas não devem nunca ser carregadas em um ombro só.
Tudo isso enfrenta a resistência dos alunos que dão preferência aos modelos de marca e que estão em evidência, já que uma mochila adequada não é o que se pode chamar de “fashion”.

Fica para os pais a missão de tentar conversar com o colégio para que a programação dos estudos não exija que os alunos levem todo o material todos os dias.

A opção por mochilas com rodinhas diminui o esforço das crianças, porém traz questões de segurança na movimentação das crianças que correm com as mochilas e podem causar acidentes em escadas e na passagem por calçadas e desníveis.

É um problema que deve ser enfrentado em conjunto pelos pais, colégios e alunos.É sempre a mesma coisa todo ano o problema com as mochilas…Quando inventarão algo melhor ou colocar armários para os alunos nos colégios para que deixem seu matérial escolar…

CRIANÇAS PODEM ABSORVER O STRESS DOS PAIS E TER DIFICULDADES NA ESCOLA


Se você é daqueles que levam a pressão do trabalho para dentro de casa é bom saber que pode prejudicar as chances de sucesso de seus filhos na escola. O sentimento de desilusão do pai e da mãe no trabalho acaba passando para as crianças, segundo pesquisadores.

E então elas começam a achar que não conseguem seguir o ritmo dos colegas, questionam e desacreditam no valor da educação e dos exames e se sentem completamente esgotadas.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores da Academia de Educação da Finlândia entrevistaram 500 adolescentes que tinham sintomas de cansaço, sentimento de inadequação como estudante e cinismo sobre o valor da escolaridade.

Depois eles procuraram os pais destes jovens e fizeram também com eles uma entrevista. Ao compararem os resultados perceberam padrões de sentimentos, ou seja, havia uma semelhança entre os sentimentos dos pais com o de seus filhos. A notícia foi divulgada pelo Journal of Developmental Psychology reports..

Especialistas britânicos disseram que, ao invés dos jovens absorverem as preocupações de seus pais, eles podem simplesmente sofrem de falta de atenção dos mesmos.
Um alerta para todos nós que temos filhos. Apesar disso, algo difícil de ser resolvido, pois vivemos em um mundo onde as pressões são cada vez mais intensas.

Será? O que você pensa sobre este assunto?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

UMA PALAVRA DE FÉ.


Aos amigos do escolar e aos novos e futuros...
No meio do barulho e da agitação, caminhe tranqüilo pensando na paz que você pode encontrar no silêncio.

Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor sem abrir mão da sua própria dignidade.

Fale a sua verdade, clara e mansamente. Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.

Evite pessoas agressivas, pois elas afligem o nosso espírito.

Não se compare aos demais, olhando as pessoas superiores ou inferiores a você, isto o tornaria superficial e amargo.

Viva intensamente os seus ideais, e o que você já conseguiu realizar.

Conserve o interesse pelo seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

Seja prudente em tudo o que fizer, pois o mundo está cheio de armadilhas, mas não fique cego para o bem que existe sempre.

Há muita gente lutando por nobres causas, em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo. E sobretudo, não simule afeição, e não transforme o amor numa brincadeira; pois no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.

Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.

Cultive a força de espírito: você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.

Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.

Ao lado de uma sadia disciplina, conserve para consigo mesmo, uma imensa bondade.

VOCÊ É FILHO DO UNIVERSO, IRMÃO DAS ESTRELAS E ÁRVORES, VOCÊ MERECE ESTAR AQUI E MESMO QUE VOCÊ NÃO POSSA PERCEBER A TERRA E O UNIVERSO VÃO CUMPRINDO SEU DESTINO.

Procure pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.

No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve no mais profundo do ser, a HARMONIA e a PAZ.

Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito!

Caminhe com cuidado e partilhe com os outros a sua felicidade.

FAÇA TUDO PARA SER FELIZ!

VOCÊ MERECE! VOCÊ É MUITO ESPECIAL!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

TRÂNSITO COM A VIDA...


Todas as experiências em educação para o trânsito de crianças e adolescentes objetivam capacitá-los a preservar suas vidas e saúde como pedestres e ciclistas, bem como contribuir para a formação de um cidadão consciente de seus direitos e obrigações. Espera-se que as lições aprendidas na escola perdurem até quando crescer e for motorista.
consideramos o principal objetivo da educação para o trânsito a preservação da vida e da saúde das crianças e adolescentes. Para isso, é necessário acrescentar ao conhecimento de atitudes seguras e ao desenvolvimento de habilidades psicomotoras, a consciência de seus direitos e obrigações, desde cedo, a fim de torná-los cidadãos plenos quando adultos. Não devemos esquecer, porém, que até os 9-10 anos de idade, a criança não deve andar sozinha em locais de trânsito intenso. Ora, se antes disso seu comportamento é resultado de condicionamentos feitos pelos familiares e amigos que a acompanham, são estes que têm de ser treinados para transmitirem conhecimento ao futuro pedestre e ciclista que transitará sem acompanhante. Não é por acaso que no exterior a educação para o trânsito de crianças envolve seus pais. E que muitas mães e pais voluntários se dispõem a caminhar com elas para a escola, transmitindo-lhes conhecimentos e comportamentos adequados à preservação de sua segurança.

Se ao aluno não for permitido refletir criticamente sobre o trânsito, sobre as conseqüências da liberdade do automóvel no sistema viário e se ele não puder vivenciar os valores éticos, as ações educativas não estarão contribuindo para a formação de um cidadão, nem de um motorista que respeite as regras por compreendê-las como condição fundamental para a vida em sociedade….. Assim, é importante dar oportunidade para os alunos exporem suas expectativas e crenças, mesmo que estas reflitam uma descrença no homem, pois é no confronto de idéias e crenças que se conseguirá a formação de cidadãos conscientes.

Comentário: a criança começa, desde cedo, a desenvolver comportamentos e atitudes que trazem implícitos os valores do ambiente humano em que está sendo criada. Quando chega à escola, seja como pedestre e, em muitos casos, até mesmo como ciclista, já tem comportamentos que resultam de vivências familiares e sociais, assim como decorrentes de sua interação com o trânsito no local em que vive. Portanto, não permitir que o aluno expresse essas experiências, muitas vezes arduamente vividas, é ignorar a realidade e educar no vazio. O professor sabe que é mais fácil ensinar a quem não sabe nada sobre determinado assunto do que a alguém que possa ter aprendido errado. Em matéria de comportamento no trânsito o assunto é muito mais sutil e perigoso, pois se trata de preservar a vida e a integridade do aluno. Um pai ensinou e treinou seu filho, corretamente segundo ele, a respeitar o sinal de pedestre que o permitia a atravessar a rua e chegar a um clube esportivo que freqüentava aqui no Ceará. Um dia, ao atravessar essa rua só, iniciou a travessia quando o sinal de pedestre estava verde e foi atropelado. É a realidade de hoje. Não a de ontem. Tampouco a do futuro, que deve regular nosso comportamento visando a preservar nossa vida e saúde no trânsito. E a de hoje mostra, a quem quer enxergar, que o pedestre não deve confiar somente no sinal. Portanto, é extremamente importante que o aluno revele o que faz no trânsito e porque o faz. A responsabilidade do professor em alterar esse comportamento é muito grande. No caso do filho atropelado seu instinto animal seria o de olhar para a rua, como fazem os cães e gatos. Instinto esse que lhe foi abafado com o ensinamento do respeito ao sinal de pedestre. O pedestre ou ciclista pode e deve respeitar o sinal, mas somente iniciar a travessia depois de uma olhada “animal” para confirmar se realmente os veículos estão parados ou em vias de fazê-lo. O uso de material retro-refletivo à noite é desconhecido da experiência vivida por nossos pedestres e ciclistas. Trata-se de prática indispensável para evitar atropelamentos. Não basta ver o veículo; é preciso ser visto pelo motorista, bem antes da aproximação do veículo.

A pesquisa foi realizada em 5 escolas públicas e 5 escolas particulares da cidade, com 400 alunos da 4ª à 8ª séries do Ensino Fundamental. Como resultado, concluiu-se que os alunos: percebem o ambiente de trânsito como violento; demonstraram estar conscientes dos riscos diários etc…….. Hoje, os alunos entrevistados devem ser jovens de 18 a 26 anos, na faixa etária com a mais alta taxa de mortalidade por acidente de trânsito. Muitos podem ser motoristas conduzindo seus carros e engrossando as estatísticas de acidentes. O que, então, pode ter ocorrido com a consciência crítica?…… Quando somos oprimidos, tendemos a reproduzir este papel quando temos condições para isto: segundo Paulo Freire, é a internalização do opressor.
Freud e muitos psicólogos que o precederam já conheciam o fenômeno da internalização, tanto de comportamentos saudáveis, como doentios. Não com a qualificação marxista de “internalização do opressor”, como a designa nosso ilustre educador. No caso de desvios sexuais é muito comum que indivíduos que tenham sofrido abusos sexuais quando crianças reproduzam esse comportamento quando adultos, com outras crianças. A moderna psicologia e psicanálise podem oferecer instrumentos pedagógicos interessantes para o desenvolvimento de valores e mudanças de comportamento em geral.

No entanto, refletir sobre o trânsito fornece a oportunidade especial de discutir sobre comportamentos que repercutem em inúmeros aspectos da vida do cidadão, trazendo para o debate não somente os riscos a que estamos sujeitos ou que criamos mas, fundamentalmente, a necessidade de se desenvolver uma consciência crítica sobre a responsabilidade coletiva.

Comentário: este parágrafo é um reconhecimento claro que os valores subjacentes a atitudes e comportamentos no trânsito também dão sustentação a múltiplas manifestações e ações do indivíduo em outras atividades sociais. Hoje o cidadão tem de estar informado, habilitado e pronto para conviver em harmonia com outros cidadãos, cumprindo suas obrigações e exercendo seus direitos. Refletir sobre sua condição de cidadão e buscar a prevalência de princípios saudáveis de convivência deve ser um dos focos principais da educação básica e não da educação para o trânsito. O trânsito, o meio ambiente, os jogos esportivos, por exemplo, poderão ser encarados de forma construtiva e positiva se os valores básicos do indivíduo se coadunam com o respeito e amor à vida e ao próximo. Por outro lado, situações concretas de solução de conflitos no trânsito, no uso e na preservação de nossa natureza, nas disputas esportivas, oferecem exemplos e oportunidades para a discussão e desenvolvimento desses valores.

EDUCAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES PARA VIDA NO TRÂNSITO


Educar crianças e adolescentes para a vida no trânsito
Eloir de Oliveira Faria
Marilita Gnecco


No mundo inteiro busca-se melhorar a segurança no trânsito com ações de engenharia, fiscalização e educação. Todas as experiências em educação de crianças e adolescentes objetivam capacitá-los como pedestres e ciclistas, bem como contribuir para a formação de um cidadão que respeite a legislação e não se envolva em acidentes de trânsito. Espera-se que as lições aprendidas na escola perdurem até quando crescer e for motorista. Exceto por pouquíssimos programas educativos que adotam a cidadania como referência para desenvolver a consciência crítica sobre direitos e deveres no trânsito, quase todas as práticas educativas existentes no Brasil e no exterior abordam o tema sob o ponto de vista informativo. Partem da premissa de que o aluno precisa conhecer comportamentos seguros e como atravessar as vias (treinamento de habilidades psicomotoras).Esta prática reflete uma visão em que o homem precisa adaptar-se ao automóvel e os acidentes não são entendidos como conseqüência de um modo de vida que cultua o individualismo e a competição. A grande maioria das ações educativas atuais, portanto, colabora para a dominação da máquina sobre o homem. Se ao aluno não for permitido refletir criticamente sobre o trânsito, sobre as conseqüências da liberdade do automóvel no sistema viário e se ele não puder vivenciar os valores éticos, as ações educativas não estarão contribuindo para a formação de um cidadão, nem de um motorista que respeite as regras por compreendê-las como condição fundamental para a vida em sociedade.

Para dar “voz” à criança e ao adolescente, realizou-se uma pesquisa de percepção sobre o meio ambiente de trânsito e, principalmente, sobre as relações entre as pessoas e seus papéis no trânsito. A pesquisa foi realizada em 5 escolas públicas e 5 escolas particulares da cidade do Rio de Janeiro, com 400 alunos da 4ª à 8ª séries do Ensino Fundamental. Como resultado, concluiu-se que os alunos: percebem o ambiente de trânsito como violento; demonstraram estar conscientes dos riscos diários, não se esquecendo da pressa e da velocidade do mundo atual; conhecem as principais regras de circulação, seus direitos e deveres no trânsito; criticam o poder público por não dotar as cidades com infra-estrutura adequada para a segurança no trânsito; preferem medidas concretas para conter a violência no trânsito (policiamento, fiscalização, soluções de engenharia), deixando a educação por último; sentem-se fragilizados perante os motoristas, mostrando-se conscientes do “status” representado pelo carro de passeio e do jogo de poder que se reflete no trânsito; ficam indignados quando seus direitos são desrespeitados; mostram-se sensibilizados com o sofrimento das pessoas que perdem familiares ou se acidentam no trânsito; a impunidade foi vista como importante fator contribuinte para o desrespeito às regras e para a ocorrência dos acidentes; não estão satisfeitos com a sociedade que fica imóvel diante da violência no trânsito.
Parece que estes alunos já sabem muito! Assim, a educação para o trânsito teria pouco a fazer. Por que estes alunos têm uma percepção altamente consciente sobre o assunto? Como mais de 1/3 dos entrevistados foi vítima ou acompanhava alguma vítima de quase acidente ou de acidente de trânsito, isto pode indicar que esta percepção vem do sofrimento diário de circular na cidade. Vivenciaram de perto a violência do trânsito. Se esta pesquisa tivesse sido realizada há dez anos, provavelmente os resultados seriam equivalentes. Os estudantes de então também não teriam tido aulas de educação para o trânsito (obrigatória desde 1999, mas ainda não adotada na maioria das cidades). Eles não teriam encontrado motoristas mais respeitadores dos seus direitos e a cidade não estaria em melhores condições de segurança do que hoje: as estatísticas de acidentes comprovam isto.


Hoje, os alunos entrevistados devem ser jovens de 18 a 26 anos, na faixa etária com a mais alta taxa de mortalidade por acidente de trânsito. Muitos podem ser motoristas conduzindo seus carros e engrossando as estatísticas de acidentes. O que, então, pode ter ocorrido com a consciência crítica? E com seus conhecimentos sobre as regras de circulação? Mais ainda, o que pode ter havido com a sensibilidade demonstrada com a dor das pessoas que perdem familiares no trânsito? Estariam eles reproduzindo a relação desigual de poder que existe em nossas vias e que eles criticavam?

Quando somos oprimidos, tendemos a reproduzir este papel quando temos condições para isto: segundo Paulo Freire, é a internalização do opressor. É claro que nem todos os motoristas usam o carro de forma violenta, mas existe um comportamento que retrata bem este fenômeno: O MOTORISTA NÃO CONSEGUE “ENXERGAR” O PEDESTRE OU O CICLISTA. Mesmo sabendo dos riscos, não consegue perceber a necessidade de reduzir a velocidade em vias residenciais, pois um acidente pode provocar a morte de pedestres ou ciclistas. Quando não há fiscalização, estaciona nas calçadas e pára sobre faixas de pedestres. O motorista entra ou sai de garagens e não espera o pedestre passar, mesmo sabendo que a calçada é o espaço do pedestre! O trânsito tem uma característica peculiar que o diferencia quanto a outros tipos de conflitos sociais: TODOS OS MOTORISTAS TAMBÉM SÃO PEDESTRES em algum trecho de sua viagem. Um motorista que não respeita os direitos destes também pode ter seu direito como pedestre desrespeitado. Em educação para o trânsito, como fazer entender que se respeitarmos os direitos dos outros, os nossos também o serão? Como educar para que não se reproduza o motorista opressor que a criança e o adolescente encontram no seu dia-a-dia? Como preservar a empatia e a sensibilidade que demonstram inicialmente? Será que os alunos entrevistados na pesquisa de percepção deram pistas para estas respostas?

Os alunos acreditam que o indivíduo é o principal responsável pelo acidente de trânsito e que a engenharia e a fiscalização são as principais soluções para evitá-lo. A constatação desta percepção, que reproduz uma visão parcial das causas dos acidentes e possíveis soluções, reforça a importância de promover uma reflexão crítica sobre a responsabilidade coletiva pelos acidentes, de modo a atingir a principal meta das ações educativas: a redução dos riscos nas vias.

Alguns alunos mostraram situações de risco como fonte de prazer: manobras perigosas, excesso de velocidade e a travessia fora da passarela. Contribuir para a mudança desta percepção é um grande desafio, já que envolve uma crença valorizada e muito reforçada pelos meios de comunicação. Somente uma educação que permita ao aluno expressar esta crença, que possibilite uma reflexão ampla sobre seus motivos e conseqüências, pode dar conta de tratar desta mudança de perspectiva.


Os alunos apontaram a necessidade de maior colaboração entre as pessoas e consciência para não se envolver em acidentes de trânsito. Apontaram a condição individual fundamental para se adquirir esta consciência: amor à sua própria vida e à dos outros. Assim, é importante dar oportunidade para os alunos exporem suas expectativas e crenças, mesmo que estas reflitam uma descrença no homem, pois é no confronto de idéias e crenças que se conseguirá a formação de cidadãos conscientes.

A partir destas reflexões, o Programa de Engenharia de Transportes da COPPE/UFRJ desenvolveu o projeto pedagógico Trânsito Com Vida1 que se diferencia da visão tradicional e reconhece a importância do treinamento de habilidades e da formação crítica, mas inclui também a formação em valores humanos. Este programa educativo promove a cidadania através da análise de situações reais no trânsito e da reflexão sobre as conseqüências da liberdade dada ao tráfego motorizado individual no aumento do risco de acidentes. O programa pretende também incentivar a vivência de experiências cooperativas na sala de aula e no trânsito. Reconhecemos que os professores enfrentam a tarefa de abordar uma gama cada vez mais variada de assuntos. No entanto, refletir sobre o trânsito fornece a oportunidade especial de discutir sobre comportamentos que repercutem em inúmeros aspectos da vida do cidadão, trazendo para o debate não somente os riscos a que estamos sujeitos ou que criamos mas, fundamentalmente, a necessidade de se desenvolver uma consciência crítica sobre a responsabilidade coletiva.

a Engenheiro da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro

b Professora do Programa de Engenharia de Transportes e Vice-Diretora e Diretora de Planejamento, Administração e Finanças do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro

1 O Portal Trânsito Com Vida (www.transitocomvida.ufrj.br) foi elaborado com o apoio do CNPq e da FAPERJ.

terça-feira, 30 de março de 2010

UTILIDADE PÚBLICA


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