quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Foi lançada a campanha para um trânsito humanizado: Fortaleza rima com Gentileza.

O Sistema Verdes Mares, com o apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza, lança a campanha Trânsito Gentil - Fortaleza Rima com Gentileza. 

   
 Atitudes gentis e simples talvez reduzissem pela metade os 4.198 acidentes de trânsito ocorridos no Estado nos dois primeiros meses do ano. Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), boa parte desses acidentes acontece por imprudências, intolerância, álcool, entre outros motivos que fazem do trânsito um dos principais problemas da vida moderna.

Com o objetivo de aliviar a tensão existente no tráfego no dia a dia, gentileza na condução dos veículos é o direcionamento que a campanha procura transmitir ao público.

Para o vice-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), Arcelino Lima, a iniciativa vem em um bom momento, tendo em vista que, de acordo com ele, na Capital, ocorre uma média de 20 acidentes diários.

"Estes são só os que a AMC atendeu, e a grande maioria tem como precedente uma infração de trânsito, ou seja, se houvesse gentileza, educação, muitos, mas muitos mesmo não teriam ocorrido", afirma Lima.

Para a analista de marketing Juliana Lima, 27, a gentileza de ceder é uma ótima alternativa para uma vida mais saudável nas vias de Fortaleza, que segundo ela, não estão nada bem.

"Tento me policiar, mas têm horas que você esquece. Mas não custa nada abrir o vidro e pedir por favor para entrar na via, não custa ceder a vez, não custa esperar um pedestre passar na faixa e estar em segurança na calçada para você, então, seguir. Assim como não custa também para o pedestre aguardar na calçada até o sinal fechar", analisa Juliana Lima.

A auxiliar administrativa Talyta Monteiro, 29, acredita que também falta às pessoas educação no trânsito. "Ontem, no meu percurso de casa para o trabalho, observei dois veículos que vinham na contramão, e alguns motoqueiros avançando a preferencial. Observo que, se cada motorista respeitasse as leis de trânsito, já seria uma atitude para diminuir o caos que está a cidade", destaca.



A maior parte dos acidentes acontece devido à imprudência dos motoristas, como intolerância e álcool. Conforme a AMC, muitas ocorrências poderiam ser evitadas se houvesse mais solidariedade e gentileza no trânsito Foto: 







OPINIÃO DO ESPECIALISTAUma generosa transgressão do tempo
A palavra "gentil" vem do latim "gentile", que deriva de "gens", indica linhagem e, em termos mais abrangentes, gente, pessoas. Portanto, algo que nos torna parte do próximo tanto quanto somos parte dele. Por sermos, então, compreendidos como interligados uns aos outros, nada mais ético em nossas relações do que o cuidado e a delicadeza que temos com o próximo tanto quanto conosco.

E isso independe dos laços de sangue e/ou familiares. O outro é parte do meu elo com o mundo justamente porque estabelecemos acordos mútuos de convívio (e tensões) que nos assentam nos lugares onde vivemos ou por onde passamos. Ser gentil é colocar-se ética e humanamente nas relações que estabelecemos entre conhecidos e desconhecidos, o que torna nossa vida em comum um ato constante carinho. Em nossos deslocamentos diários, onde cruzamos com tantos outros, me indago quanto dos fatores tempo, velocidade, espaço e movimento me aproximam ou me afastam de mim mesma e do próximo.

Se gentileza é um gesto de cuidado além de nós mesmos e se isso de alguma maneira é ausência, talvez nem conosco sejamos gentis. Cuidar de si é também cuidar do outro, dos lugares por onde passamos e sentimos verdadeiramente como extensão da vida que me possui (e não eu a ela). Gentileza rima com Fortaleza.

Delicadeza e força, pares nos nossos passos pela ruas, pelo trânsito, num tempo mais lento e diverso, transgressor necessário que subverte distâncias e nos leva para mais perto, mais próximo, mais junto da gente.

Gislene M. de MacêdoProfa. Dra. UFC/Sobral e pesquisadora em Mobilidade Humana 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Alô Brasil!!! Respeitem a vida. Dirija com responsabilidade.

Falar sobre segurança nunca é demais. Limites de velocidade não foram criados para multar, mas sim para manter os condutores em um nível seguro para reagir caso um imprevisto aconteça. E se o acidente for inevitável, diminuir consideravelmente o risco de ferimentos grave ou óbito.
Os jovens talvez sejam o grupo mais vulnerável no quesito segurança. Pensando nisso, o DPVAT está veiculando pelo Youtube uma campanha interessante sobre o assunto. O vídeo conta a história de uma jovem garota que ganha seu primeiro carro e dirige sempre em alta velocidade, está sempre com pressa. Ela vai a um churrasco, tira fotos com bebidas alcoólicas dentro do carro, com o ponteiro do velocímetro a 160 km/h… O internauta decide o fim da história.
Lembre-se que um acidente afeta todos a sua volta e pode mesmo custar sua vida. Evite pegar o carro quando estiver nervoso. De preferência, programe-se para não dirigir com pressa. Se estiver muito irritado, pare o carro e conte até dez mil se for preciso, mas respeite a vida acima de tudo. E claro: se for dirigir, não beba!(Quer saber! seja ainda mais inteligente: NÃO BEBA DE FORMA ALGUMA.
O vídeo você confere abaixo. No final dele, você pode clicar nos links que aparecem e ver o final escolhido. Dirija seguro para dirigir sempre.

‘Educação de Trânsito’ - Blog do Trânsito

Quem fala ao celular não presta atenção ao trânsito! E corre sério risco de vida...Não atrapalhe a vida dos outros.Você é cortês na rua,no trânsito?


O Post de hoje é para quem acha que dirigir e falar um pouquinho ao celular “não dá nada”. Então, quero descrever um pouco sobre o funcionamento da nossa atenção quando estamos fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.
É muito interessante saber que nosso cérebro é capaz de selecionar intencionalmente algo que é importante e, então, prestar atenção só a isso.
Quando nos concentramos numa determinada ação, o nosso cérebro trabalha para processar e aproveitar o máximo de informações e utilizá-las para a sobrevivência do corpo. Ele trabalha melhor, quando se concentra e faz uma coisa de cada vez.
Sabendo disso, o que acontece quando usamos o celular? Usar este aparelho requer muito de nossa energia, concentração e atenção porque, ao atendermos o celular, a atenção passa a se concentrar no processo de escutar, imaginar, buscar informações da memória e pensar no que estamos ouvindo. Além disso, enquanto ouvimos, o cérebro procura por respostas e ainda traduz o que estamos pensando através da fala. Ufa! O processo é realmente complexo. Imagine tudo isso acontecendo enquanto você dirige!
Agora, o que acontece com nossa atenção enquanto dirigimos? Nós conduzimos o veículo e manuseamos os equipamentos com precisão (embreagem, freio, troca de marcha, direção, etc). Também mantemos a velocidade adequada e o veículo no centro da pista, sem ficar movimentando-o em zigue-zague. Enquanto dirigimos também VEMOS tudo ao nosso redor: veículos diversos, pedestres, animais. Utilizamos também nossa inteligência para prevenir as situações de risco e buscar alternativas imediatas para qualquer imprevisto. Os nossos olhos passeiam de um lado para outro, identificando placas, sinais horizontais na via, lombadas, semáforo e outras sinalizações.
De repente o celular toca, você o atende e sua atenção é direcionada automaticamente para uma ação muito importante: a comunicação. O alvo da atenção concentrada passa a ser “comunicar-se ao celular” e o trânsito fica em segundo plano. Basta o carro da frente frear de repente, uma criança atravessar na frente do seu veículo em movimento, um motociclista estar no seu ponto cego de visão, ou dar uma fechada, que o acidente ocorre. Isto acontece porque reagir corretamente e com segurança exige tempo para pensar, escolher alternativas e, então, agir. É simples assim!
A minha contribuição hoje é para alertar os motoristas que ainda não entenderam que NÃO SE DEVE ATENDER O CELULAR ENQUANTO DIRIGE, porque é uma infração de trânsito e um atentado contra a própria vida e a dos outros.

Visando engajar a população em uma campanha social para estimular a consciência e o bom convívio no trânsito, o Sistema Verdes Mares, em parceria com a Autarquia Municipal de Transito e Serviços Públicos (AMC) lançou,  a campanha "Trânsito Gentil - Fortaleza rima com Gentileza".

FORTALEZA RIMA COM GENTILEZA...


   
A iniciativa fala da cortesia, cooperação, solidariedade e responsabilidade, elementos que constituem os eixos determinantes da transformação do comportamento do homem no trânsito. A intenção é também reduzir o número de acidentes envolvendo pedestres, motociclistas e motoristas em geral.

Todos nós, um dia, já presenciamos cenas de falta de educação no trânsito, senão todos os dias. Quem confirma são os próprios protagonistas do trânsito de Fortaleza. ( Para Tio Júnior, o que falta é consideração pelo próximo e mais tranquilidade.
Em alguns momentos tenho a impressão que nada vai mudar pra melhor, pois essa educação é primaria,vem do berço.) "As pessoas deveriam ter mais calma e controle emocional, poderiam fazer uma reflexão para repensar o seu papel, pois não estão apenas empurrando um carro, mas sim, conduzindo vidas", ressalta.

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos deputados aprovou a reclassificação, de média para grave, da multa aplicada ao motorista que dirige utilizando aparelho celular.
“Conforme a proporcionalidade de penas previstas no Código Brasileiro de Trânsito, julgamos mais apropriado que se considere esses comportamentos como infração grave”, argumentou o deputado Edinho Bez (PMDB-SC), autor da proposta.
A medida também altera a redação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97) para estabelecer que dirigir com um único fone de ouvido, sem referir a fonte de emissão sonora, é infração média de trânsito. Atualmente, a lei diz que é média a infração de dirigir veículo “utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone”.
“Concordamos, no entanto, com a ideia de se permitir o uso de telefone celular durante a condução de veículos desde que com o auxílio de tecnologia hands-free (mãos livres) que possibilitam atender o aparelho ou discar sem usar o teclado, pois o condutor teria assim suas mãos livres, mantendo a conversação como se estivesse a falar com alguém sentado a seu lado”, disse Bez.
Legislação
O CTB estabelece quatro níveis de multas:

  • gravíssima: R$ 191,54 e ainda sete pontos na carteira (o valor pode ser multiplicado em até cinco vezes em certas circunstâncias);
  • grave: R$ 127,69 e 5 pontos na carteira;
  • média: R$ 85,13 e 4 pontos na carteira; e
  • leve: R$ 53,20 e 3 pontos na carteira.



sábado, 10 de agosto de 2013

O trabalho com o transporte de crianças exige muita responsabilidade e profissionalismo.

“Trabalhar com crianças é bem melhor ”. Com certeza as crianças são sinceras e mais verdadeiras do que os adultos. Andréa Cavalcanti e Liberato Júnior, exemplificam o amor que tem pela profissão e, principalmente pelas crianças que transportam todos os dias. Apesar de ser proprietário, Júnior também é motorista de uma das vans e trabalha em conjunto com sua esposa, a Tia Andréa, que é monitora no veículo. “Acredito que o fato de eu e a minha mulher termos curso superior, eu sou formado em Marketing e ela em Pedagogia, facilita nosso trabalho com as crianças e traz mais credibilidade para nosso trabalho”, destaca.

                                   (Segurança das crianças é a principal responsabilidade de quem trabalha com vans escolares.
Ele comenta que a principal preocupação é com a segurança das crianças, depois vem a questão do conforto. “O básico para este tipo de trabalho é oferecer veículos seguros, sempre limpos, confortáveis e com todos os laudos e licenças legais. Tem que se preocupar também com a parte burocrática e prática, fazendo constantes revisões e cuidando do estado do veículo”, frisa. 
Sobre a convivência com as crianças e adolescentes, Tio Júnior comenta que ela é gratificante, e que não tem problemas de falta de obediência por parte dos pequenos. “Quando é preciso chamar a atenção eu faço. Até para protegê-las. Quando chegam na van, eu já peço para colocar o cinto e elas precisam obedecer as regras gerais, como não levantar, pular ou colocar mãos ou cabeça para fora da janela. Mas elas obedecem bastante, tem pais que dizem que elas obedecem mais a mim do que a eles”, revela.

O motorista comenta que somente uma vez teve problemas de desobediência com um menino, que era bastante indisciplinado e acabou sendo barrado no colégio e no escolar.




Situações curiosas
A típica sinceridade do público infantil faz com que o dia-a-dia dos profissionais que trabalham com o eles seja mais divertido e comovente. Tia Andréa já passou por várias situações engraçadas. “Tem uma menina que começou a ir para a escola conosco quando era bem pequena, tinha uns três anos. Na primeira viagem ela me olhou bem séria e perguntou: - Tia  onde a senhora  trabalha?. Então eu expliquei para ela. Na semana passada ela me olhou e perguntou a mesma coisa. Expliquei novamente. Ela ficou séria e perguntou: - Mas onde tu trabalha tia?”, brinca o motorista.



Ele também explica que tem uma cliente a senhora Cristiane Massa, que foi sua aluna a alguns anos atrás e que hoje é mãe de dois filhos a Julia Massa e o Arthur, Julia é a segunda geração da família que eu transporto,e com ar de brincadeira avisei a ela que na terceira geração estaria mais velho e que poderiam me chamar de vovô em vez de "Tio".Temos a Sexta-Feira da surpresa doce-doce, com a distribuição de guloseimas para todos os nossos alunos,é uma farra só. Pois, mesmo sem ter ido para aula um aluno ligou para a Tia Andréa e pediu que a sua surpresa fosse entregue para sua irmã, pois ele queria  degustar em casa.

Há pouco tempo atrás a Tia Andréa precisou se ausentar das atividades no escolar, precisamente por uma semana,quando ela voltou recebeu o carinho das crianças, que confeccionaram cartinhas e presentes. “Agente acaba criando um vínculo muito legal com eles”, finaliza.
(Devidos a vários anos de convivência as crianças acabam criando um vínculo afetivo com os profissionais que trabalham com transporte escolar

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CONGESTIONAMENTO Volta às aulas é desafio para o ordenamento do trânsito 02.08.2013

CIDADE: Circulação de veículos cresce em torno de 30% no entorno das escolas. O tráfego é agravado por infrações de pais.

Reinício de período letivo significa, inevitavelmente, mais veículos circulando nas ruas e avenidas de Fortaleza. O trânsito, que durante as férias tende a se tornar um pouco mais tranquilo, volta a ficar conturbado quando estudantes precisam se deslocar mais uma vez em direção às instituições de ensino da Capital. Embora, após o primeiro dia de retorno às aulas, o fluxo de carros na Cidade aumente apenas 2%, o movimento no entorno de escolas e universidades, no entanto, chega a crescer por volta de 30%, conforme a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC).

Além de o tráfego se tornar ainda mais intenso, a fluidez do trânsito é agravada pelos maus hábitos dos pais de alunos, que insistem em ocupar a via de formas irregulares, atrapalhando o acesso de outros motoristas FOTO: JJ(BLOG)
"Os horários mais críticos são de 7h às 7h30, que é o momento de entrada dos alunos da manhã, e depois das 17h, quando os alunos do turno da tarde saem", afirma Leandro Rocha, gerente de planejamento do órgão. Segundo ele, além de o tráfego se tornar ainda mais intenso por natureza, a fluidez do trânsito é agravada pelos maus hábitos dos pais, que insistem em ocupar a via de formas irregulares, atrapalhando o acesso de outros motoristas.

Na manhã de ontem, a reportagem do Diário do Nordeste foi a alguns colégios particulares da Cidade e flagrou diversas infrações cometidas por quem deixa e apanha os filhos na escola. A transgressão mais comum é o estacionamento em plena rua ou avenida, em frente ao portão de entrada da instituição, para aguardar o estudante sair da aula, o que pode demorar vários minutos. Com isso, os congestionamentos começam a se formar, prejudicando o trânsito.

Rocha ressalta que a formação de filas duplas também já se tornou corriqueira. Para tentar coibir essas e outras práticas indevidas, o órgão inicia, na próxima semana, uma série de ações educativas e de fiscalizações nos arredores de alguns colégios de Fortaleza. O projeto, intitulado "Volta às Aulas", deve seguir até o fim do ano.

Autuações

No primeiro momento, serão repassadas orientações a pais de alunos sobre a ocupação adequada da via, mas caso as infrações continuem a ocorrer, os motoristas poderão ser autuados e multados. "Vamos enviar equipes do setor de educação para distribuir material de conscientização e aconselhar os pais a não desrespeitarem o Código de Trânsito, mas o agente tem o dever de fazer a fiscalização se flagrar alguma falha. Queremos tentar coibir os excessos, mas os que já forem cometidos serão penalizados", explica o gerente de planejamento.

A multa para estacionamento proibido em esquinas, passeios e faixas de pedestres, considerado infração média, custa cerca de R$ 85,00. Já a formação de fila dupla se encaixa como infração grave, cuja pena pode chegar a R$ 127,00.

Orientações

Airton Oliveira, presidente do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino Particulares do Ceará (Sinepe-CE), afirma que os pais são constantemente avisados sobre o que fazer para não atrapalhar o fluxo no entorno das escolas, mas evitar as práticas ainda é um desafio. "O grande desordenamento sempre é o portão, porque todos querem convergir para a entrada principal e pegar o filho lá, mas sempre orientamos que procurem o setor de embarque e desembarque da escola", destaca o presidente.

Entretanto, segundo Oliveira, nos últimos anos os pais têm mostrado mais conscientização a respeito da importância do uso comum das vias. Um exemplo é a veterinária Aida Carneiro, mãe de um estudante da rede particular de Fortaleza. Quando precisa apanhar o filho no colégio, ela procura sair mais cedo de casa e parar em ruas secundárias ou estacionamentos privados. Mas a veterinária reconhece que é minoria. "Alguns pais atrapalham muito. Ficam parados na frente da escola por 10, 15 minutos. É difícil e acaba congestionando toda a área", diz.VANESSA MADEIRA
REPÓRTER 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Operação Tapa-Buraco favorece vias no bairro da Parquelândia na área da Regional III.

 O serviço ainda em conclusão como visto na foto da rua Gustavo Sampaio no Bairro da Parquelândia e outras do nosso bairro como a Prof. Lino da Encarnação e Tiradentes já foram recapeadas ou receberam o tamponamento dos buracos.

na área da Regional III, foram eleitos pela Prefeitura de Fortaleza, como prioridades dentro da Operação Tapa-Buraco, O órgão explica que o recapeamento é quando há uma total recuperação da via, enquanto o Tapa-Buraco é a correção de erupções pontuais no asfalto. Para a seleção das vias, são enviadas as demandas à usina de asfalto, que fica responsável por fiscalizar e montar um cronograma para execução do serviço. As demandas chegam através do Fala Fortaleza (0800 285 0880), de solicitação da comunidade, via protocolo no próprio Distrito de Infraestrutura (DIE) e também pelo trabalho das equipes de fiscalização.
Atualmente, os trabalhos se concentram nas avenidas Augusto dos Anjos, Fernandes Távora, Parsifal Barroso, Porto Velho, nas ruas Alexandre Baraúna e Delmiro de Farias e nas alças do viaduto da Mister Hull também está sendo recuperado.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

NO MÊS DE JULHO TEM COLÔNIA DE FÉRIAS...


 O Banho de piscina, de mangueira, brincadeira de roda, cineminha, tanque de areia, pintura e muito companheirismo ao lado dos amigos. As Colônias de Férias fazem um convite irrecusável para os pequenos: diversão em dobro e sem parar! E quem consegue dizer não? Se brincar já é legal, em julho essa alegria se torna ainda maior.
Apesar de brincar muito ser saudável, é importante lembrar que também é fundamental descansar durante o período de férias. Afinal de contas, é necessário repousar bastante antes de encarar o novo semestre letivo, não é mesmo?
De acordo com a pedagoga Andréa Cavalcanti, criar um programa de férias sem lembrar do tempo para relaxar não é algo legal. “Muitas vezes, os pais acham que têm que encher a programação, levar a criança em todos os passeios, teatros, praias, viagens, quando, na verdade, ela só quer ficar em casa, jogando vídeo game ou brincando com os amigos de rua. A verdade é que o equilíbrio é a palavra-chave”, explica a especialista.
Por isso, garotada, anotem a dica: o melhor é aproveitar as férias sem esquecer o descanso.Nas férias da criançada, os pais encontraram na colônia uma oportunidade de tornar o período ainda mais divertido para os filhos.
Afinal, quem não gosta de conhecer gente nova? Além de conviver com pessoas diferentes, na colônia é possível soltar a criatividade e curtir com muita alegria o mês sem aulas. A única ordem é a diversão! Que tal aproveitar o momento e cair nessa brincadeira?
 Foi o que aconteceu na Casa da Tia Andréa no período: 01 a 15 deste mês na Parquelândia.Que alegria foi desenhar e pintar bastante com os amigos nas férias? É alegria garantida! para o nosso querido sobrinho Eduardo de Carvalho.Na foto: Os irmãos :Gabriela mesquita,Eduardo e Ítalo de carvalho.A Colônia foi aberta ao público e atendeu nos horários: Das 7h30 à 18h30h Turno com opção de tempo integral ou meio período, Almoço incluso.E o transporte opcional ficou à cargo do nosso Tio Júnior,que no leva e traz da garotada se divertiu bastante.A
faixa etária atendida foi para crianças entre 3 e 12 anos. Foram muitas atividades: Exercícios motores, recreativos e esportivos, além de arte,  música, show de talentos(Humor) e pintura,Contação de histórias, oficina de brinquedos com material reciclável, aulas de culinária. cineminha com pipoca, jogos pedagógicos,Tia Andréa Park Kids com jogos eletrônicos, arte com sucata, brinquedoteca.Com certeza a brincadeira foi muito animada!





A casa da Tia Andréa na Parquelândia promete repetir a dose no segundo semestre com a sua segunda colônia de Férias no final do ano,com a turminha marcando no calendário as datas de início das atividades que serão a partir de 05 de Dezembro e segue a programação até o recesso natalino e continuará até o mês de janeiro de 2014.Até lá garotada!!!


Muita arte,cultura e lazer para a garotada.



A adrenalina correu solta durante 4 horas no evento.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Julho é mês de férias e mês de festa.

Olá Galerinha, Julho é mês de férias e mês de festa. Hoje gente, iremos passear no mundo encantado que a nossa ex-aluna do transporte escolar Daniele Soares (Nesse tempinho de sua vida ainda aluna do colégio Christus/Parquelândia) e hoje mãezona de dois lindos filhos e empresária de sucesso e uma profissional incrível  no ramo de festas aqui em Fortaleza e em especial no nosso bairro da Parquelândia. Achei curioso e interessante ver o que ela escolheu para seus filhos. Para vocês pode servir de dica, já que elas têm festa no dia a dia, têm festa no sangue. Então vamos lá! Para começar, o aniversário duplo é dos netos de nossa amiga Socorrinha, o Lucas (4 anos) e Lis (1 ano), filhos de sua filha Daniele Soares e Thiago Teixeira. Ela é proprietária do LUANA'S Buffet e simplesmente armou uma party perfeita para seus pequenos. O mundo mágico da Disney acampou no buffet e encantou os pequeninos e até os altinhos presentes. O cardápio variado e especial foi composto por mini comidinhas, jantar, ilhas com guloseimas infantis, inclusive sorvetes da San Paolo, sobremesas. Um luxo para ninguém botar defeito! Felipe Araújo, do Aconteça Cerimonial, assinou toda a organização do evento. Vejam alguns dos melhores momentos registrados pela Zirigdun:
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Na entrada o espetáculo tinha início. A família recebia os convidados em clima de muita felicidade e com essa decoração assinada pela Pettit Poá.
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Esse era o cenário ao entrar. Lindo! E nele, a Zirigdun fazia fotos instantâneas das crianças. A panorâmica do buffet não deixa de dúvidas do quão completa foi a super festa.

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As mesas dos convidados eram reservadas e tinham um mundo de detalhes: mini sanduíches, travesseirinhos nas cadeiras, chaveiros de identificação para as crianças, souplats personalizados. Tudo ideia da mamãe Daniele e vovó Socorrinha. Os centros de mesa eram bonecos da turma trazidos de Miami. Balões complementavam todo o cenário, desenhavam e coloriam colunas, escadas, vestiam o buffet.
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As muitas mesas de doces e chocolates formavam o palco principal e estavam recheadas, mais que decoradas com tanta novidade.
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E ainda tinham ilhas de guloseimas em potes e vidros para formar sua própria lembrança.
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Com o merecido destaque, o imperioso bolo criado por Adriana Pessoa, do Bom Bocado, para a ocasião. Estava tão encantador quanto a festa.
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Muita delicadeza e beleza nos mínimos detalhes.
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A Companhia Mix da Alegria marcou uma super presença com os personagens da Disney. A Banda Dó-Ré-Mix agitou a criançada do começo ao fim.
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 Seus espetáculos surpreenderam e atrairam todos os olhares, até dos adultos. Tudo belo, encantador e mágico com efeitos especiais e super produção. Nota mil!  Na saída, para fechar com chave de ouro, as crianças levavam nada mais que uma camiseta oficial da Turma da Disney.

Fale com o Luana´s

Endereço
Rua General Piragibe, 838
Bairro: Parquelândia
Fortaleza, Ceará
Tefones: (85) 3281.1458 | 3081.7174
 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Etufor inicia atualização cadastral para condutores de Transporte Escolar


Cadastramento objetiva manter atualizado o perfil no sistema e permitir um melhor planejamento das políticas públicas de transporte
Os autorizatários e condutores auxiliares já cadastrados no sistema devem comparee à sede da Etufor (Foto: Igor de Melo)
O processo de atualização cadastral para condutores de Transporte Escolar teve início na segunda-feira (01/07), e prossegue até o final do mês. O procedimento, que acontece anualmente, objetiva manter atualizado o perfil no sistema e permitir um melhor planejamento das políticas públicas de transporte.
Os interessados devem apresentar original ou cópia autenticada da seguinte documentação: CNH do autorizatário e do condutor auxiliar, CRLV do veículo atualizado e em nome do autorizatário, comprovante de endereço, laudo de vistoria atualizado, Certidão de Tributos Municipais, Certidão de Crimes e Execuções Criminais do autorizatário e dos condutores auxiliares. No caso de pessoa jurídica, além desses documentos, deve-se mostrar CNPJ da Empresa/Escola e Alvará de Funcionamento, Contrato Social da Empresa e RG ou CNH do proprietário da Empresa/Escola.
Durante este mês de cadastramento, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) espera que todos os 760 autorizatários e condutores auxiliares já cadastrados no sistema compareçam à sede do órgão (Av. dos Expedicionários, 5677 – Vila União), das 8h às 16h30, nos dias correspondentes ao caldendário de programação. Operadores que não regularizarem à situação estarão sujeitos às penalidades.

sábado, 22 de junho de 2013

Agora as crianças têm mais um bom motivo pra pular e correr.

As inscrições ainda estão abertas para a segunda corrida Pão de Açucar  Kids em Fortaleza na pista da UNIFOR ,evento a ser realizado no dia 06 de Julho às 8 horas.
Categorias (Masculino e Feminino) 
Nascidos em: Fraldinha 2011, Fraldinha 2010, 2009, 2008, 2007, 2006, 2005, 2004, 2003, 2002 e 2001. 

VALOR DA INSCRIÇÃO: 
Até 01 de junho de 2013 = R$ 30,00 cada participante 
A partir do dia 02 de junho de 2013 = R$ 40,00 cada participante 
*encerramento das inscrições 25 de junho. 

I M P O R T A N T E 
Caso o limite de vagas seja alcançado antes do prazo previsto, as inscrições serão encerradas sem aviso prévio. 
A organização poderá, a qualquer momento, suspender ou prorrogar prazos ou, ainda, elevar ou limitar o número de inscrições, em função de necessidades, disponibilidades técnicas e/ou questões estruturais, sem aviso prévio.
                                                        SER FELIZ É SÓ COMEÇAR.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Entusiasta da educação - Amália Simonetti 27/05/2013 (Matéria:Páginas Azuis/OPOVO)

Maria Amália Simonetti Gomes de Andrade tem 56 anos, é casada e mãe de dois filhos. Tem licenciatura e bacharelado em Economia Doméstica (UFC) e é professora do Departamento de Economia Doméstica da UFC desde 1987. Tem especialização em Metodologia da Pesquisa Social (UFC), é mestre em Educação (Faculdade de Educação da UFC) e é doutoranda da Faculdade de Educação da UFC. Foi consultora do Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic) – Eixo Alfabetização e Educação Infantil. É autora de livros publicados na área de educação e formação de professores. Também é consultora da Escola Espaço Vida.(Foto:OPOVO: André Salgado Nasceu em Assu (RN).Ela se emociona ao falar do Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic), que ajudou a criar. É tão encantada com o poder da educação e a força do professor que, mesmo quando teve câncer, não deixou os trabalhos. A professora Amália é empolgada. Fala com entusiasmo de educação, gesticula quando conversa sobre pedagogia e se emociona quando conta do processo de transformação na escola. Gosta de discutir a alfabetização. E mais: gosta de ver as coisas acontecendo. Amália Simonetti participou da formação e do nascimento do Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic), adotado pelo Governo do Estado, como forma de alfabetizar as crianças da rede pública de ensino até os 7 anos de idade. A professora descreve cada etapa com o orgulho de quem vê os resultados dando certo. Mas não faz isso motivo de vaidade. Nem se diz “a mãe do Paic”. Ela foi “aquela que foi com olhar de professora”, como define. E se mostra surpresa com a dimensão que o projeto tomou. O Paic inspirou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Governo Federal. “Me emociona saber que é uma coisa do Ceará. É o nosso saber respeitado”, justifica. E, como todo professor é também um contador de histórias, Amália é autora de livros infantis. Um deles, Parece... mas não é, “foi feito para o professor aprender”. Mas tinha de atrair a criança. A professora usa o conceito “palavramundo” de Paulo Freire para explicar como reuniu linguagem e realidade na alfabetização. “Tinha que ser um desafio, que toda criança gostasse. Eu pensei: ‘toda criança gosta de animal. Animal e ludicidade’”. Foi o que fez. Em cada letra, um ser diferente. Parece urubu... mas é abutre. Começa com a letra A. Parece touro... mas é búfalo. Começa com a letra B. Mas, como todo mundo é sempre professor e aluno, como nos lembra Rubem Fonseca, a professora Amália precisou aprender a olhar mais para si. Com a descoberta do câncer, em 2011, ela se refugiu na crença na força humana. Logo após receber o diagnóstico, viajou a Salvador (BA) para coordenar a equipe que implantava o programa de alfabetização lá. Só na volta é que contou da doença ao marido. Passou a ler Nietzsche, buscou outros conceitos. Mesmo na quimioterapia, não deixou os grupos de estudos. Fazia as reuniões pelo Skype. “E assumi minha careca”, sorri. É mais uma das boas histórias de superação que ela nos conta. O POVO - Como começou a sua relação com o Paic? Amália Simonetti - Foi em 2005, logo após uma pesquisa realizada pela Assembleia Legislativa sobre a situação da alfabetização no Ceará e que mostrou aqueles resultados que o MEC (Ministério da Educação) já vinha mostrando, que as crianças estavam chegando à 5ª série sem ler e escrever. Diante dessa situação, alguns secretários de Educação dos municípios se reuniram na Aprece (Associação ds Municípios do Estado do Ceará). Tinha que ter uma saída. Eu já tinha escrito esse livro, o Desafio de alfabetizar e letrar, e aqui na universidade, no Departamento (de Economia Doméstica), tem o NDC, o Núcleo de Desenvolvimento da Criança, que é uma escola de aplicação e na época tinha até a alfabetização, que fazia parte da educação infantil. Por isso, minha ligação com a alfabetização. E fui procurada, nós, da universidade, nos reunimos no NDC e tentamos ver como podíamos ajudar. Não tinha esse modelo, essa estrutura de Paic. Tinha a ideia do Paic, dos eixos, mas não tinha o formato, a estrutura e nem era do Estado. Era da Aprece e da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação). OP - A senhora foi procurada por quem? Amália - Pela Aprece e pela Undime, que já tinham uma pessoa da universidade, o professor Cláudio Marques, que era do setor de avaliação. Mas precisavam de uma pessoa da parte pedagógica. Eu me dispus a ir com a professora Cilvia Queiroz, que também é do NDC, e nós fomos para a Aprece. O que mais que me encantou foi a gente não saber o que fazer. Eu pensei: “Eu tenho tanta coisa pra fazer, ainda vou me meter num negócio desses?”. Mas sabe quando você volta de uma reunião inquieta com a situação, com a responsabilidade da situação? E resolvemos na Aprece, junto com as pessoas responsáveis na época, que eram a Luiza e a Márcia Campos, visitar alguns pontos do Ceará. Conversar mais de perto com esses secretários, os prefeitos. OP - Ir pro Interior. Amália - Ir pro Interior. Escolhemos alguns pontos e viajamos. Pensei: “Vai ser ótimo ter esse reencontro com o Ceará”. Eu já morei em Independência, em Iguatu... Mas é diferente. Sou do Rio Grande do Norte, mas, desde os 15 anos, moro aqui. Então, fomos para Iguatu e reunimos o pessoal daquela região. Depois ao Cariri. Depois, para a região de Sobral, Ubajara, Russas, Aracati. A gente foi para regiões que representassem cada região do Estado. Em todas, eles respondiam como nós poderíamos ajudá-los, o que eles realmente queriam diante dessa situação. E era unânime, parecia combinado, todas as regiões diziam: “A gente quer uma proposta para alfabetizar. A gente precisa de uma proposta mais objetiva, mais palpável”. OP - Por que essas cidades? Amália - Eram cidades-polo que pudessem acolher. E quem mobilizava no município era a Undime e a Aprece. Mobilizavam secretários que estivessem interessados, porque na época não eram todos os municípios que queriam participar não. Depois dessa reunião, 60 municípios aderiram. Aí, a gente já tinha escutado o que as pessoas queriam: “A gente não quer uma cartilha nem uma receita pronta. A gente quer um caminho, um caminho prático”’. Pensei: “Já sei o que eles querem. Eles querem uma reflexão da prática”. E a partir dessa ideia da reflexão da prática e baseada nos dois programas do MEC, o Profa (Programa de Formação de Professores Alfabetizadores), um programa de alfabetização do MEC, e o Pró-Letramento, que era de um grupo lá de Recife, do Ceel. OP - E como começou o trabalho com os municípios? Amália - A gente começou com esses 60 municípios a criar uma ideia de uma proposta didática. Ouvindo, com interlocuções. A gente fazia encontros e eu levava várias propostas, atividades. Eles definiam, a gente conversava, voltava. Isso aconteceu em 2006 e início de 2007. Como estava dando resultado e estava tendo uma empolgação muito grande desses municípios, o governo propôs liderar, comandar esse programa e abrir para que todo mundo do Estado que quisesse participar pudesse participar. OP - Qual era a proposta inicial? Amália - Nessa época, a alfabetização já é primeiro ano do ensino fundamental. Começamos a ir no Estado, mas ainda não tínhamos o material pronto, tínhamos a ideia inicial, o modelo inicial, a proposta inicial, que foi dialogada com esses 60 municípios. No começo a gente chamava essa proposta de “Abracadabra”. A gente estava procurando uma coisa que abrisse. Abracadabra começa com abra e termina com abra. E era isso que a gente queria, que não fosse nada fechado. E fomos procurar o Abracadabra da alfabetização do Ceará. A gente precisava encontrar nossa proposta, dialogando. Acho que fui empolgando e todo mundo se empolgando. OP - E foi clareando. Amália - E foi clareando. É tanto que, quando o Estado propôs, para surpresa nossa, independente de qualquer partido político, todos os municípios aderiram. A gente não esperava. OP - Quando o Estado resolveu tomar para si, não houve uma certa resistência? Amália - Não. Engraçado, naquele momento as coisas estavam de uma forma mais apaziguadora. Acho que a gente vive um medo tão grande, um trauma tão grande do analfabetismo. É uma questão que mexe com todo mundo. Ricos e pobres. Quando chega na alfabetização, todos perguntam: “Será que ele vai ler? Quando ele vai ler?”. Pode ser rico, pobre, qualquer idade, há essa preocupação. Era um tema que envolvia todos para além de partido e para além do lugar onde estavam. OP - Vocês tinham a dimensão de onde poderiam chegar? Amália - A Seduc abraçou. Todo mundo foi muito empolgado. Foi uma história! Se a gente já soubesse a dimensão a que ele ia chegar, acho que a gente não tinha conseguido. Porque ele foi nascendo, ele não já veio com um modelo pronto. Gerado com a cara do Ceará, com as pessoas se juntando, com a gente ouvindo. OP - A que a senhora atribui tanta empolgação? Por ser um projeto novo ou pela dimensão? Amália - Acho que pelo fato de mexer com a alfabetização. Era a tragédia. Essas crianças estão na escola, adquiriram o direito de escola, conseguimos o direito delas permanecerem na escola, não tem mais tanta evasão, e a coisa principal, que era alfabetizar? OP - E qual foi a fórmula? Amália - Primeiro eu acho que foi porque não foi uma coisa imposta, ele teve uma construção dialogada e ouvida em todo o Estado. A gente estava presente nos municípios. Eram seis coordenadores; em cada polo tinha um. Mas eu acho que foi a paixão de todo mundo pelo tema. Pela necessidade tremenda. Numa época dessas as crianças não estarem lendo? É uma coisa que mexia com todo mundo. Não mais com aquele sentimento de pena, de culpa, era de responsabilidade mesmo. OP - Vocês estavam lidando não com uma escola nem com um grupo, mas com o Estado inteiro. Nunca passou pela cabeça da senhora que poderia não dar certo? Amália - Não. Eu tinha tanta certeza. Lembro que, uma vez, eu disse para a Izolda (Cela, secretária da Educação do Estado) e pra equipe toda: “Esse é o melhor método, essa é a melhor proposta, vai dar certo”. Porque já tinha dado certo nos outros 60 (municípios). E outra coisa: eu já tinha muita vivência com isso aqui. Tanto no NDC, teoria e prática, como na escola Espaço Vida, que eu dou assessoria também, que é a escola da minha família. E a gente foi vendo a mudança que foi acontecendo. OP - Em termos práticos, como foi a estrutura de vocês usaram? Amália - Para montar essa proposta, juntou toda a minha teoria e do meu grupo, todo o teórico-prático. Por exemplo, Emídia Ferreira diz: “A criança pensa...”. Sim, mas o que ela pensa? “A gente tem que trabalhar as práticas de oralidade, leitura e escrita’’. Sim, mas como? Foi aí que eu montei isso aqui. E dialogando nas formações com todo mundo. E a maioria das formações, no começo, eram aqui. Eu mesma que fazia. Acho que a minha paixão empolgava todo mundo. Também teve a confiança que elas tiveram em mim. No começo, as professoras não confiavam na Seduc, achavam que era papo do governo. Eu dizia: “Esqueçam papo de governo, vamos pensar na gente. Vamos aproveitar esse momento e falar como educadores, como pensantes da educação. Deixa os políticos falarem o que quiserem”. OP - Quando os primeiros resultados começaram a ser vistos? Amália - Foi logo em 2008, fim de 2007. A primeira versão desse material foi em 2008, porque a gente passou o 2007 testando, entregando manualmente. Para fazer o piloto nós dialogamos. Para fazer a parte experimental, fomos para Pacoti, aplicamos com professores da zona rural. A gente experimentava. Eles diziam: “A gente não está entendendo”. E foi muito importante esse trabalho. Nós íamos toda sexta- feira, passamos assim um mês ou dois. Toda sexta-feira o grupo da gente, junto com a Seduc, ia pra lá. Nesse dia, ia pra uma escola e recebia todas as professoras do município. ‘Todas as professoras do município’ só somavam 20. Isso em Pacoti. Todo mundo queria que a gente fosse nas cidades. A gente foi ajustando. Outra coisa que foi pedida: que as formadoras de cada município não fossem por indicação, por causa da política. Tinha exigências: que tivesse o Profa ou que estivesse fazendo o Pró-Letramento e que fosse estudiosa em alfabetização. Outra coisa que eu acho que foi dando certo foi esses apelos técnicos serem atendidos. OP - A senhora se lembra de algum caso que tenha chamado atenção? Amália - Ah, várias as vitórias. Em Pacoti, eu vivenciei uma professora que disseram assim: “Amália, fica estudando com aquela professora que é a mais tradicional, é bem resistente. Fica na turma dela”. Foi emocionante no dia em que eu vi a professora começar a gritar, a me abraçar e dizer: “Os meninos pensam, os meninos pensam!”. E eu: “E você achava que eles não pensavam?”. E ela dizia: “É porque eu não acreditava que era assim”. OP - Mas o que mudou dentro da sala de aula? Amália - O método. Elas levaram materiais diferentes pra sala, acreditaram no letramento, na inserção. Ver que se alfabetiza na inserção. Desmitificar a alfabetização do ba-be-bi-bo-bu, da caligrafia, da cópia das letras. OP - A senhora sentia que elas estavam desacreditadas dos alunos por estar nesse mesmo método há tanto tempo? Amália - Foi bom o Profa e o Pró-Letramento terem dado uma sustentabilidade teórica, que elas abriram a mente. Elas tinham vontade de fazer, de dar uma mudada na sala de aula e não faziam porque os livros que estavam sendo escolhidos e a própria situação não davam suporte. Eu entrei uma vez na sala e a atividade da professora era: “Complete: ba-be-bi-bo..., ta-te-ti-to...”, aquela história das famílias silábicas. A gente perguntava: “Por que faz assim?”. Algumas diziam: “Porque a gente aprendeu assim. A gente tem medo que não dê certo de outro jeito”, “É porque assim é mais fácil”, “É porque a maioria das cartilhas vem assim”. OP - Como a senhora teve acesso a esse interesse do Governo Federal, de se inspirar no Paic? Amália - Fui acompanhando. Eles vinham visitar a equipe de gestão, na Secretaria. OP - Quando começou esse olhar diferente para cá? Amália - Em 2010, 2011 eles já estavam formatando. Em 2012, 2013 agora estão lançando. E eles vieram aqui. Eu tive algumas reuniões com a equipe deles, para mostrar o material. E outra coisa: o grupo teórico lá que está na formatação das formações é o mesmo grupo que eu tive, que é o de Pernambuco. Eu não estou no comando no Pnaic (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa) porque, no caso aqui da gente, já era a UFC que estava nesse comando. Também por conta do meu doutorado. E eu tive um câncer em 2011. Então, tive que parar um pouco. Mas foi até terapia: enquanto eu fazia quimioterapia, até reunião pelo Skype fazia. OP - A doença não foi motivo para a senhora se afastar? Amália - Não. Não abri mão, não abri. Eram só aqueles dias depois da quimioterapia que eu já sabia o que acontecia. A médica Célia Barreto me chamou para escrever um livro com ela, para mostrar a forma como eu encarei e superei. OP - Hoje, pelos resultados já obtidos, qual é desafio? Amália - Agora é matemática. Tem dois anos que a gente está dando formação de matemática. OP - Dentro desse processo, a senhora se intitula “a mãe do Paic”? Amália - Não. Do Paic, não, porque ele é muito mais que uma questão didática. A Aprece, a Unicef e a Seduc é que seriam grandes figuras. OP - E a professora Amália se insere como? Amália - Eu seria a professora. A pesquisadora, aquela que foi com olhar de professora. No meio dessa selva política, acho que o que deu certo foi eu ir com esse olhar de professora. Eu não queria saber de partido político. Eu não gosto dessas coisas. A minha forma é de professora mesmo, de botar limite, ser apaixonada mesmo. OP - Algum dos seus filhos seguiu a área de educação? Amália - Nenhum dos dois, acredita? Mariana, a mais velha, tem uma empresa de entretenimento, a Bambolim. Ela dizia assim: “De uma coisa eu tenho certeza na vida: professora nunca!”. Terminou na área de administração. E o Artur faz Direito, mas é músico também. OP - A senhora tem fé? Amália - Na força humana. Com o câncer, nos primeiros três meses, a gente pensa que vai morrer. É porque é difícil. Eu passei a ler Nietzsche e o conceito de corpo sem órgão, entre a lucidez e o delírio. Toda vez, antes de eu sair pra fazer a quimioterapia, eu olhava pro mar e gritava bem alto: “Ahhh”. Era uma forma de expurgar. OP - A senhora parece uma mulher de força. Amália - Só tenho medo de sapo. (risos)